Polícia apreende cinco milhões de cigarros contrabandeados embalados com logomarca do R7

| 1 de ago de 2013
Carregamento saiu do Paraná para ser entregue em Fortaleza (CE)

Cigarros estavam em caixas embalados em maços com logo do portal R7
(Reprodução: TV Record)
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu na noite deste domingo (28) cinco milhões de cigarros contrabandeados na BR-060. O caminhão que transportava a carga teve um problema mecânico e parou no acostamento da rodovia. Os policiais resolveram ajudar e abriram a carroceria do veículo onde encontraram caixas com carne de porco e os cigarros embalados em caixas com símbolos parecidos do site R7e também da TV Record. 

Os policiais ficaram surpresos com a quantidade de cigarros ilegais que foram apreendidos. O caminhão tinha placa de Japira (PR) e iria fazer entrega em um grande supermercado de Fortaleza (CE). A polícia acredita que carga teria sido contrabandeada do Paraguaia.

O motorista alegou que não tinha conhecimento sobre a carga e apresentou nota fiscal de um carregamento de carne suína. Emerson de Moraes Roberto afirmou que era inocente.

Responsável por um rombo de R$ 2 bilhões anuais aos cofres públicos, o comércio de cigarros ilegais tem surgido com uma roupagem nova e apelativa, usando nomes de empresas de outros ramos. É o caso de cigarros R7 eRecord. Ao lado de “marcas” como 21 Embratel e 51, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação, eles são produzidos em fábricas do Paraguai e entram no Brasil via Mato Grosso do Sul e Paraná sem pagar impostos.

Como cerca de 70% do valor do cigarro é referente a impostos, os produtos contrabandeados chegam ao consumidor brasileiro a menos da metade do preço das marcas comercializadas legalmente no País. Assim, enquanto uma carteira de cigarro custa em média R$ 6, uma contrabandeada — falsificada (que copia marcas produzidas no Brasil) ou ilegal (de marcas desconhecidas) — vai para cerca de R$ 2, explica Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da Associação Brasileira de Combate à Falsificação.

— Além de vender produto falso e contrabandeado, essas indústrias ainda estão usurpando marcas famosas, de empresas conhecidas no mercado. Essas fábricas usam essas marcas justamente com o intuito de ludibriar o consumidor mais humilde, que é alvo desse produto.

Sem conhecimento do uso dessas marcas para comercializar cigarros contrabandeados, o diretor jurídico da Record, Edinomar Galter, explicou que esses nomes “são visados pelos criminosos por possuírem grande expressão em seus respectivos mercados de atuação”. 

— Dessa forma, creem que por seu renome e notoriedade possam de certa maneira agregar valor ao produto ilícito. Ele lembrou ainda que pessoas que fazem parte dessas “organizações criminosas” estão sujeitas a penas referentes a crimes como contrabando, cuja pena cabível é de “reclusão podendo chegar até quatro anos”.

A assessoria de imprensa da Embratel declarou que “a empresa não autorizou a exposição da marca e não tem nenhum envolvimento com esse tipo de ação criminosa”. Já a assessoria da 51, apesar de procurada pelo R7, não quis se pronunciar.

Fonte: R7
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