Cientistas australianos pedem desculpas a criança que queria um dragão

| 14 de jan de 2014
A venerável agência nacional australiana para a ciência pediu desculpas a uma criança de sete anos por não poder realizar o seu sonho, de criar um pequeno dragão, culpando a falta de pesquisas no campo das criaturas míticas.

A menina, Sophie, escreveu uma carta a "um gentil cientista", endereçada à Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Commonwealth (CSIRO), pedindo educadamente se poderia criar um pequeno dragão alado para ela.

"Eu vou chamá-lo de Toothless (sem dentes) se for menina, e Stuart se for menino", escreveu em sua carta, prometendo alimentá-lo com peixes crus e brincar com ele quando voltasse da escola.

A instituição, criada há 87 anos, publicou nesta semana uma carta de desculpas em seu site na internet. "Ao longo desses 87 anos passados, não fomos capazes de criar um dragão ou ovos de dragão", admitiu.

Os cientistas da agência observaram libélulas ("dragonflies" em inglês) e mediram a temperatura do corpo do lagarto Ctenophorus fordi ("mallee dragon" em inglês), "mas nossos trabalhos nunca nos levaram à variedade dos dragões míticos, aqueles que cospem fogo. E, para isso, pedimos desculpas à Austrália".

Mas a CSIRO anunciou nesta sexta-feira (10) ter criado um pequeno dragão, em titânio, azul elétrico e cinza, graças a impressão tridimensional, em um dos laboratórios da instituição, em Melbourne.
O pequeno dragão de titânio já foi enviado a pequena Sophie
(Divulgação/CSIRO)
Ele está atualmente a caminho de Brisbane, onde Sophie vive.

"Nós não poderíamos nos sentar e não fazer nada. Afinal, prometemos à Sophie analisar a questão", explicou a agência em seu site.

A mãe da criança, Melissah Lester, declarou ao canal de televisão australiano ABC que sua filha insistiu em ganhar um dragão no Natal. Seu pai, Stuart, sugeriu então que ela procurasse a ajuda de cientistas.

"Esperávamos que, escrevendo para o CSIRO, eles respondessem dizendo que era absolutamente impossível. Mas foi uma surpresa", acrescentou.

Fonte: F5/Folha de S. Paulo
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