Erro em Jurassic Park: Mosquito do filme é única espécie que não suga sangue

| 7 de ago de 2013
Você certamente já assistiu, ou ao menos já ouviu falar, sobre o filme Jurassic Park.

O mosquito usado no filme, não suga sangue
(Reprodução)
A produção estadunidense de 1993, cujo gênero é de ficção científica, está centrada na fictícia Ilha Nublar, onde o filantropo bilionário e uma pequena equipe de geneticistas criam um parque temático em uma ilha. Ali estão, como atração, variadas espécies de dinossauros recriados por meio de engenharia genética.

O filme foi um sucesso de público e crítica, venceu três categorias do Oscar, e tornou-se o filme de maior sucesso lançado de sua época, superado apenas quatro anos depois por Titanic.

No entanto, embora tenha sido aclamado como um marco na indústria dos efeitos especiais, o filme possui um erro grave que não sustenta a história da clonagem dos dinossauros.

No filme, o sangue contido no intestino de um mosquito é extraído pelo personagem John Hammond, e adicionado com o DNA de sapo para assim iniciar o processo de clonagem dos dinossauros. Entretanto, o mosquito preso no interior do famoso âmbar pré-histórico é, na verdade, uma fraude.

Entomologistas alegaram que este mosquito em particular usado no filme é a única espécie que não suga sangue, sendo assim, seria impossível extrair sangue de seu intestino para fazer a extração do DNA de dinossauro. Isto é, a teoria que explicaria o fato dos gigantes pré-históricos voltarem à vida no filme, na realidade, não é coerente, portanto impossível.

O entomologista aposentado Joe Conlon disse que várias espécies de mosquitos já existiam durante o tempo dos dinossauros, que datam de 170 milhões de anos, e que poderiam, sem dúvida, ter se alimentado do sangue desses animais.

No entanto, a única espécie de mosquito que não suga o sangue de outros animais é exatamente a espécie utilizada por Steven Spielberg no filme.

"Infelizmente, a espécie retratada em Jurassic Park, a Toxorhynchites rutilus, não se alimenta de sangue. Na verdade, é o único tipo de mosquito que não faz isso”, disse Conlon.

Outro erro foi retratar o mosquito como um inseto de antenas e cheio de pelos, sugerindo tratar-se da espécie de Toxorhynchites rutilus macho.

O problema é que apenas as fêmeas das espécies de mosquitos se alimentam de sangue, e não os machos. Além disso, o filme mostra que o mosquito foi encontrado na República Dominicana, contudo, essa região nunca produziu fósseis tão antigos assim.

O diretor da produção, Spielberg, escolheu essa espécie em questão por ser a maior dentre as demais espécies conhecidas pelo homem. O inseto é tão grande que foi apelidado de “mosquito elefante”, o que teria tornado relativamente mais fácil de ser retratado no filme.

Embora o filme seja baseado em fatos fictícios, incluir uma espécie de inseto que existiu de verdade, e atribuí-la importância sendo a base de todo o filme é de grande responsabilidade, e uma pesquisa aprofundada sobre esse mosquito seria o ideal para que não existissem deslizes, como o relatado, no filme.

Se o diretor e roteirista não foram felizes na escolha da espécie que representaria a volta dos dinossauros no filme, isto, entretanto, não significa que o conceito de Jurassic Park na vida real deve ser completamente ignorado.

No ano passado, foram encontradas na Sibéria as células perfeitamente preservadas de um mamute. Uma equipe de pesquisadores estrangeiros descobriu o material em um cemitério remoto e gigantesco na cidade de Yakutia, ao leste da Rússia.

A incrível descoberta incluía o tecido adiposo, o pelo e a medula óssea do mamute.

No momento, a amostra está em exposição em Tóquio, e os cientistas buscam maneiras em que seja possível trazer o animal pré-histórico extinto à vida.

Fonte: Jornal Ciência/R7
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