Os cadáveres do Everest

| 28 de mai de 2014
Chegar ao topo do monte Everest, subindo os oito mil metros nevados na divisa entre o Nepal e o Tibet, é o maior sonho de qualquer alpinista. Mas a tarefa é árdua e alguns deles acabam ficando pelo caminho.

Botas verdes é um alpinista indiano que morreu em 1996 perto de uma caverna que todos os escaladores passam no caminho para o pico; ao avistá-lo, todos sabem o quão próximo estão do cume

Avistar um cadáver de botas verdes pode ser uma péssima experiência para alguns, mas, para outros, pode ser a salvação, principalmente se o objetivo é chegar ao cume do Monte Everest, o ponto mais alto do planeta. Em meio a ventos fortíssimos e tempestades de neve, lutar contra os próprios limites e as condições ambientais já fez várias vítimas ao longo da história da humanidade.
Supõe-se que esta pessoa morreu enquanto descansava em um banco de neve que se desfez e deixou o corpo em posição estranha
O incrível é que essas mesmas vítimas acabaram virando uma espécie de sinalização que ajuda alpinistas de agora a completarem a aventura. Conquistar o Everest, que tem altitude de mais de oito mil metros e fica na fronteira entre o Tibet e o Nepal, é uma obsessão entre os alpinistas. Mas volta e meia tem alguém que fica pelo caminho.
David Sharp ainda está sentado em uma caverna, conhecida como Botas Verdes, no topo do Everest
O Vírgula selecionou uma galeria com os escaladores que sucumbiram ao frio, às tempestades de neve ou a seus próprios limites físicos. As imagens são fortes e nos mostram o lado negro da região inóspita.

Alguns morrem por quedas; corpos que estão localizados em pequenas saliências muitas vezes rolaram e foram enterrados pela neve
Corpos de pessoas que morreram no Acampamento Base Avançado são deixados onde sucumbiram

Escaladores muitas vezes empilham pedras e neve compactada em torno dos corpos em um esforço para protegê-los

Corpos jazem congelados na montanha na posição em que estavam quando a pessoa morreu; aqui, um homem caiu e, cansado demais para se levantar, ficou ali mesmo

Sol e vento secaram este corpo deixando o cadáver mumificado

George Mallory morreu em 1924 e foi o primeiro a fazer uma tentativa de chegar ao cume da montanha mais alta do mundo; seu corpo, ainda perfeitamente preservado, foi identificado em 1999

O tempo e o vento, por vezes, deixam as roupas em farrapos, como visto nesta coleção de corpos estendidos no fundo de um penhasco


Via Catraca Livre e Vírgula
Fotos:Reprodução Imgur
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