Arquitetos sugerem transformar estádios da copa em moradias

| 22 de jul de 2014
O projeto “Casa Futebol” propõe que os estádios construídos para a Copa no Brasil sejam remodelados e transformados em moradias. Isso está com cara de mais uma “zoação na internet”, mas algo indiscutível é que as cidades enfrentam desafio de aproveitar estádios após Copa.


O projeto "Casa Futebol", da dupla de arquitetos franceses Axel de Stampa e Sylvain Macaux, sugere que os doze palcos da Copa do Mundo sejam transformados em casas para pessoas desabrigadas. Detalhe: isso sem que os estádios deixem de receber partidas de futebol.

"Não é uma questão de questionar o interesse do povo brasileiro pelo futebol, mas de propor uma alternativa ao déficit de moradias", diz o site do projeto. "Os estádios continuarão a ser usados, recebendo partidas de futebol. Uma parte dos lucros será usada para financiar a construção e a manutenção das casas", completa.

A idéia da dupla é preencher alguns espaços dos estádios, inclusive as fachadas, com pequenas moradias pré-fabricadas de aproximadamente 105 m².

De acordo com o "Casa Futebol", parte do dinheiro pago pelos torcedores na compra de ingressos iria para a construção das moradias populares.

A ideia de transformar as arenas em residências partiu da observação dos problemas sociais que ocorrem no Brasil. "O que é mais global, alardeado na mídia, e questionável do que a Copa do Mundo? Nós lemos, como todos, sobre os protestos sociais no Brasil, sobre todo o dinheiro gasto para a Copa do Mundo. Nós tentamos encontrar uma resposta para a questão da nossa maneira, com um conceito e uma imagem poderosos. Os estádios são tão grandes que são quase absurdos", declarou Macaux ao site Fast Company.

O arquiteto reconhece a dificuldade de conseguir emplacar um projeto como esse, mas pede uma reflexão sobre a importância de inovar na hora de pensar mudanças sociais. Macaux e de Stampa acreditam que mais da metade dos 250 mil sem-teto do país pudessem usufruir dessas novas moradias.
"(O projeto) É um pouco ambicioso, mas gostaríamos que as pessoas questionassem elas mesmas sobre os contextos sociais que acompanham esses tipos de projetos", completou Macaux.

Outras soluções para o aproveitamento do espaço desses estádios foram pensadas antes mesmo da Copa do Mundo. Para a Arena da Amazônia, a Justiça do Amazonas enviou ao governo federal uma sugestão para que a arena se tornasse um local de triagem de presos. Os detentos ficariam no estádio por até 48 horas antes de serem encaminhados para as cadeias. 

O custo dos 12 estádios que sediaram o Mundial totalizou quase R$ 8,5 milhões. O mais caro deles foi o Mané Garrincha, que custou cerca de R$ 1,4 bilhão (valor divulgado pelo governo estadual, podendo chegar próximo a R$ 2 bilhões) - gastos previstos eram de aproximadamente R$ 690 milhões.

Com informações do R7, iG e IdeiasGreen
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